Rosana Alexandra Soares da Silva

Educação Social pós laboral

Escola Superior de Educação do Porto

 

A importância do apoio Social à 3ª idade

 

 

Introdução

 

No âmbito da disciplina de Psicologia do adulto e do idoso realizo o meu artigo que reflete acerca da importância do apoio social à 3ª idade.

Escolhi este tema pois considero que as relações sociais podem ter um papel essencial ou mesmo promover a saúde física e mental e que o apoio ás pessoas idosas promove os direitos e a igualdade de oportunidades, e por isso devemos reconhecer o idoso enquanto sujeito e actor do seu projecto de vida, e que deve estar por isso no centro da intervenção.

A intervenção que concede assim o devido protagonismo ao cidadão idoso deve procurar salvaguardar a sua diferença, subjectividade, singularidade e direito de opção, no quadro de um envelhecimento que é cada vez mais heterogéneo.

No meu artigo a preocupação central são as questões ligadas a velhice e ao apoio social, pelo que vou tentar perceber qual a importância do apoio social à 3ª idade e identificar os efeitos que advém deste tipo de apoio.

 

 

Desenvolvimento

 

A partir dos anos 70 o apoio social constituiu um quadro teórico integrado e consistente, sendo que a psicologia contribuiu para o seu desenvolvimento tornando assim possível conhecer os efeitos sobre a saúde e bem-estar de diferentes tipos de relações, relações íntimas a integraçao social.

 A diversidade de conceitos e pontos de vista vão desde apoio instrumental e emocional, ao feedback, aconselhamento, interacção positiva, orientação, confiança, socialização, sentimento de pertença, informação, assistência maternal, etc (Nunes, 1999)

Para Barrón (1996), o apoio social “é um conceito interactivo que se refere às transacções que se estabelecem entre individuos.”

Vaz Serra (1999) define como “quantidade e coesão das relações sociais que rodeiam de modo dinâmico um indivíduo.”

Na opinião dos autores o apoio social não deve ser simplesmente uma construção teórica, mas antes um processo dinâmico e complexo que envolve transacções entre individuos e as suas redes sociais, no sentido de satisfazer necessidades sociais, promovendo e completando os recursos pessoais que possuem para enfrentarem as novas exigências e atingirem objectivos.

O apoio Social revela contibuições importantes ao nível da estima (grupo de pessoas contibui para aumentar a auto estima do próprio individuo), ao nível do apoio informativo e acompanhamento social.

O apoio social é de uma importância crucial nos idosos dado que o sentimento de ser amado e valorizado, a pertença a grupos de comunicação e obrigação recíprocas, levam os indivíduos a escapar ao isolamento e ao anonimato.

Existe necessidade de criar respostas organizadas para idosos, de apresentar propostas que integrem novas relações emergentes entre diferentes gerações mas que respeitem as opções pessoais de cada um e os seus projectos de vida.

Os efeitos estruturais no bem-estar psicológico das pessoas estão implicítos na teoria da integração social de Durkheim (1951). Para Durkheim a integração social promove um sentido de significado e propósito para a vida.

No entanto Su e Ferraro (1997) consideram que a maneira pela qual as relações sociais têm efeito na saúde dos idosos nas sociedades modernas pode não ser explicada somente pela integração social.Num estudo comparativo concluem que existe uma ampla evidência da importância das redes de integração social na formação do acesso à saúde, que é consistente com a teoria da integração social, no entanto nota-se que as contribuições sociais são maiores nas sociedades modernas e menores nas tradicionais, ou seja a modernização aumenta o impacto das contribuições sociais.

 

 

 

 

 

 

Conclusão

 

É crucial salientar a relevância das relações sociais na pessoa idosa e neste sentido é fundamental planear o futuro no sentido de promover essas relações, a capacidade e a possibilidade de ajudar compete a todo o cidadão. Devemos olhar, ver, tratar e informar as pessoas idosas.

Uma resposta global implica, por isso, vários profissionais com diferentes formações (assistentes sociais, psicólogos, médicos, enfermeiros, juristas, ajudantes familiares, animadores culturais,…) que em conjunto implementem um plano que responda a cada situação.

Responder aos desafios do envelhecimento é uma tarefa que compete a todos e todos devemos contribuir para uma sociedade verdadeiramente inclusiva.